quarta-feira, 17 de julho de 2013

Intemporal...mente

Há músicas que nos agarram, ficam na nossa memória residual e numa qualquer noite de sono leve nos reaparecem no horizonte auditivo, trazem com elas amigos ainda jovens, Verões e copos, expressões antigas e restos de um tempo que afinal não está perdido, ele está no nosso sub consciente e quiçá ainda tolda os nossos gostos actuais.

quarta-feira, 10 de julho de 2013

Snake Corps


Música  da velha guarda, ou de vanguarda ou avant garde( na altura claro) mas passando pelo teste do tempo, e para apreciação imparcial....








segunda-feira, 22 de abril de 2013

Momentos...



Só quem lá esteve sabe, só quem se imiscuiu pelos jardins de Serralves  num antes e se diluiu no negro da estrada num após é que pode frasear um palpite, só quem sentiu na pele os arrepios das guitarras é que sabe do que estou a falar, quem saltou da cadeira, quem gritou, quem pediu em vão por mais é que sabe o quanto é o tempo injusto na urgência de um momento destes, só quem lá esteve é que se sentiu um privilegiado a cada pedal no peito, eu estive lá, eu vim embora esmagado, a mais pura filigrana do post rock deixou cicatrizes incuráveis na minha memória e já lá vão uns anos...

domingo, 20 de junho de 2010

Lynyrd Skynyrd Free Bird Knebworth 1976

O quanto eu gostava de lá ter estado, simplesmente arrebatador.

If I leave here tomorrow
Would you still remember me
For I must be traveling on now
'Cause there's too many places I've got to see

...

segunda-feira, 14 de junho de 2010

sábado, 12 de junho de 2010

O.S.T

Zarpei cedo, por vezes gosto de andar na rua com os olhos inchados, tomar café sozinho por ser o Domingueiro mais madrugador, passar os olhos pelo jornal e dizer bom dia com uma voz rouca de fazer inveja ao Tom Waits.
Segui rumo a Norte, deixando para trás um monte de coisa nenhuma deixei-me levar pelas curvas bem torneadas de um Minho que se reinventa, que me deslumbra e me chama a si consecutivamente.
Lembro-me de estar a ouvir Mark Eitzel lá para os lados de Caminha, aquela melancolia arrastada combinava bem com o momento pacífico de um dia em que o sol se mostrava pelo seu "toque" quente na face quando em refracção pelo vidro do carro, subi o volume, levantei ligeiramente o pé e encostei profundamente a cabeça.
  Mark Eitzel - The Invisible Man - 01-The Boy With the Hammer by ETAminha
Não defino garantidamente a música como apropriada para, sou mais do tipo gosto ou não gosto, mas não sou capaz de conduzir e ouvir um Jazz contemporaneo, no entanto consigo com naturalidade deixar-me levar pela companhia de Susana Baca em qualquer dos seus registos em curva contracurva ou até mesmo pelas cordas de um Pat Metheny, mesmo nos seus momentos mais jazzisticos, é uma coisa que não consigo traduzir em palavras mas que varia de disco para disco, é algo que sinto e pronto.
Reconheci lugares comuns da minha infância, revalidei memórias, validei sentimentos e quando dei por mim já rodava o Ceremony , cover pelos Galaxie 500, lembro-me de por momentos ter rodado na minha cabeça o Ian Curtis a dançar e depois me ter fixado completamente neste excelente registo que é o On Fire.
Ceremony (Joy Division) // Galaxie 500 
Nestas alturas tudo sabe diferente, o convívio é mais sincero, os abraços são mais apertados, a comida sabe melhor, até mesmo a audição pactua de uma forma mais linear com o cérebro, a banda sonora surge quase sempre com novidades em músicas ás quais já perdemos a conta tal foram as vezes que as ouvimos. Dei por mim a preparar a sesta do pós almoço junto de um Carvalho numa "descasada" cadeira de praia, ainda tirei do bolso o leitor mas a "digitalite"naquele momento em nada se poderia comparar ao som silencioso em alta fidelidade de uma natureza que em nada se alterou por eu estar ali, encontrei-me numa introspecção profunda onde aleatoriamente foram passando momentos da minha vida acompanhados das respectivas bandas sonoras, antes de adormecer.
No fim do dia de regresso a casa, ainda que mais apressado que quando no sentido inverso, trazia comigo aquela calma que só o estar bem com a vida proporciona, aquele brilho nos olhos que nos ilumina o caminho e nos dá uma reinterpretação folgada do que nos rodeia, que nos faz sentir recarregados e satisfeitos.
Já em casa, na passagem para o seguinte, envolvi-me na escuridão para me despedir do "defunto"  dia que não mais volta a ser, a cada recorte do baixo mais me enterrei no sofá e assim passou mais um dia como outro qualquer que o facto de ser ou não especial está no julgamento de quem o aprecia.
By the way, este último trabalho que me embalou na escuridão foi o God Is Good dos fantásticos OM.
OM - God Is Good (Thebes) by ETAminha
E esta foi e O.S.T deste dia.