domingo, 20 de junho de 2010

Lynyrd Skynyrd Free Bird Knebworth 1976

O quanto eu gostava de lá ter estado, simplesmente arrebatador.

If I leave here tomorrow
Would you still remember me
For I must be traveling on now
'Cause there's too many places I've got to see

...

segunda-feira, 14 de junho de 2010

sábado, 12 de junho de 2010

O.S.T

Zarpei cedo, por vezes gosto de andar na rua com os olhos inchados, tomar café sozinho por ser o Domingueiro mais madrugador, passar os olhos pelo jornal e dizer bom dia com uma voz rouca de fazer inveja ao Tom Waits.
Segui rumo a Norte, deixando para trás um monte de coisa nenhuma deixei-me levar pelas curvas bem torneadas de um Minho que se reinventa, que me deslumbra e me chama a si consecutivamente.
Lembro-me de estar a ouvir Mark Eitzel lá para os lados de Caminha, aquela melancolia arrastada combinava bem com o momento pacífico de um dia em que o sol se mostrava pelo seu "toque" quente na face quando em refracção pelo vidro do carro, subi o volume, levantei ligeiramente o pé e encostei profundamente a cabeça.
  Mark Eitzel - The Invisible Man - 01-The Boy With the Hammer by ETAminha
Não defino garantidamente a música como apropriada para, sou mais do tipo gosto ou não gosto, mas não sou capaz de conduzir e ouvir um Jazz contemporaneo, no entanto consigo com naturalidade deixar-me levar pela companhia de Susana Baca em qualquer dos seus registos em curva contracurva ou até mesmo pelas cordas de um Pat Metheny, mesmo nos seus momentos mais jazzisticos, é uma coisa que não consigo traduzir em palavras mas que varia de disco para disco, é algo que sinto e pronto.
Reconheci lugares comuns da minha infância, revalidei memórias, validei sentimentos e quando dei por mim já rodava o Ceremony , cover pelos Galaxie 500, lembro-me de por momentos ter rodado na minha cabeça o Ian Curtis a dançar e depois me ter fixado completamente neste excelente registo que é o On Fire.
Ceremony (Joy Division) // Galaxie 500 
Nestas alturas tudo sabe diferente, o convívio é mais sincero, os abraços são mais apertados, a comida sabe melhor, até mesmo a audição pactua de uma forma mais linear com o cérebro, a banda sonora surge quase sempre com novidades em músicas ás quais já perdemos a conta tal foram as vezes que as ouvimos. Dei por mim a preparar a sesta do pós almoço junto de um Carvalho numa "descasada" cadeira de praia, ainda tirei do bolso o leitor mas a "digitalite"naquele momento em nada se poderia comparar ao som silencioso em alta fidelidade de uma natureza que em nada se alterou por eu estar ali, encontrei-me numa introspecção profunda onde aleatoriamente foram passando momentos da minha vida acompanhados das respectivas bandas sonoras, antes de adormecer.
No fim do dia de regresso a casa, ainda que mais apressado que quando no sentido inverso, trazia comigo aquela calma que só o estar bem com a vida proporciona, aquele brilho nos olhos que nos ilumina o caminho e nos dá uma reinterpretação folgada do que nos rodeia, que nos faz sentir recarregados e satisfeitos.
Já em casa, na passagem para o seguinte, envolvi-me na escuridão para me despedir do "defunto"  dia que não mais volta a ser, a cada recorte do baixo mais me enterrei no sofá e assim passou mais um dia como outro qualquer que o facto de ser ou não especial está no julgamento de quem o aprecia.
By the way, este último trabalho que me embalou na escuridão foi o God Is Good dos fantásticos OM.
OM - God Is Good (Thebes) by ETAminha
E esta foi e O.S.T deste dia.

quinta-feira, 10 de junho de 2010

16 Horsepower - Heart and Soul (Joy Division Cover)

E de repente duas bandas que me acompanham desde longa data, ambas com míticos lideres, uns mais vivos que outros.Os Sixteen Horsepower do mítico David Eugene Eduards que neste caso reinterpreta a excelente Heart ad Soul  dos Joy Division pelas mãos do não menos mítico Ian Curtis.
Grande malha...

Imprescindíveis

The Beta Band

Esta banda de culto britânica deambula entre a Folktronica sempre com um pé no experimentalismo o que a introduz, dependendo de qual trabalho estamos a analisar, num enorme leque de sonoridades adjacentes, trip hop, electrónica ou até o "simples" rock.
Contribuiu para o panorama alternativo com 3 álbuns de estúdio,  uns mais bem esgalhados que outros mas sempre com peças rítmicas excelentes aqui e ali onde quer que procuremos.
Precisamente por esta faceta oscilante e porque após o aclamado EP Champion Versions da longa data de 1997 onde a inovação musical que apresentaram catapultou os dois amigos que apenas um ano antes tinham formado o grupo, para os olhares atentos das editoras, porque os trabalhos de estúdio nem sempre conseguiram ser o que as excelentes faixas Dry The Rain e B+A prometeram ou de um modo geral os três EP´s que antecederam o primeiro LP com o mesmo nome da banda , porque nem mesmo o facto de os próprios terem rotulado o dito como "fucking awful" num tom característico de irreverência, alterou o que quer que seja na mais valia do mesmo e ficou patente para mim que muito provavelmente o que foi não volta a ser, apresento então como imprescindível o The Three EPs, é a colectânea que o nome indica, o ajuntamento dos três primeiros geniais EP's  num só disco.



Dry The Rain - The Beta Band (The 3 Ep's) by ETAminha
The Beta Band - The 3 EP's (B + A) by ETAminha

Estou a ouvir

 Roda este caso de sucesso do Canada, Montreal é de facto uma orientação geográfica que me tem vindo a sugar para a sua frenética "maquinação" de novas sonoridades há já bastante tempo.
Este mais que conhecido trabalho reinterpreta-se  continuamente na minha cabeça, de tal forma que acaba por não transparecer a sua já bem ultrapassada data de lançamento, pelo facto aqui fica a minha humilde vénia.

 Fly Pan Am













Fly Pan Am - Dans Ses Cheveux Soixante Circuits

segunda-feira, 7 de junho de 2010

A comunidade ETA

Começo assim mesmo, definindo aquilo que me vem à cabeça quando oiço estas três letrinhas pronunciadas juntas necessariamente por esta mesma ordem, uma mistura de parolismo típico dos anos Pop 90 numa data a combinar, um revivalismo sério e minucioso e uma saudade daqueles Verões enormes com a respectiva lapada no lombo para adormecer melhor, e fazer esquecer os joelhos esmurrados, que era apanágio na minha geração.
Ou seja, não encontro nada associado a esta sigla que me faça pensar em algo que não seja medíocre, mal amanhado e básico, algo que fuja ao tédio, que seja inovador ou irreverente, algo que mereça a pena realmente.
Não me fico como é óbvio pelas memórias das transmissões da RTP onde indivíduos apareciam com um saco enfiado na cabeça com três buracos, nem mesmo pelas explicações da minha mãe do sucedido entre duas ou três interjeições de desalento pelo tardar da novela. De constatar será naturalmente que as declarações televisivas do Euskadi Ta Askatasuna nunca foram nada mais que um "filme" de low budget Europeu em contraste com desembarques na Somália em directo pela CNN, e era assim que eu e os meus companheiros da bola nem sempre redonda víamos as coisas  naqueles tempos, o facto de soldados serem arrastados pelas pernas atadas pelas botas cardadas aos seus próprios veículos de "alta gama" militar era um pequeno pormenor que não alimentava mais que duas ou três frases.
Já dei comigo a procurar novas ideias, novas memórias para esta sigla, gosto de música, gosto de música independente, gosto de me armar em António Sérgio, ok... deverá haver algo com este nome que merece a minha atenção.... primeiro resultado, chumbo nas artérias , mais deprimente que um site de um grupo para casamentos com respectivo portefólio? não será fácil, cabeça levantada siga em frente, humm um grupo que se auto insere algures pelo Acústico, Folk, três moças muito amigas e tal, está a piorar... mais chumbo, pffffff... deprimente, três aspirantes a Shania Twain que andaram a ouvir os discos dos The Mamas & The Papas a ocuparem espaço no MySpace. Ainda dei nova oportunidade mas encontrei um grupo de Brasileiras do Nordeste a cantar e a dançar como se não houvesse amanhã e nem me atrevo a colocar aqui o video do Youtube.
Como este espaço não aspira a nada mais que esta imensa mediocridade, não almejo qualquer baforada fresca neste mau hálito congénito que será a minha apresentação daqui em diante, como pretendo falar da música que me encanta e não prevejo que encante a muitos outros, esta sigla banal apresentou-se-me como a ideal para "cartografar" este espaço.
ETA é minha, mas quero ver a tua.